Em minhas pesquisas pela zona rural de Antônio
Martins/RN, tenho encontrado muitas histórias e estórias que poucos munícipes sabiam.
Uma das histórias que mais me chamou a atenção foi a de certo Coronel que viveu
nas terras do Xiquexique desde a segunda metade do século XIX, até inicio do
século XX. O nome deste Coronel era João Bernardino de Paiva Cavalcanti.
Por ter sido informado que na cidade de
Alexandria/RN existia um colégio com este nome, resolvi visitar o Instituto
Zulmirinha Veras, onde encontrei um
livro intitulado “Patronos Escolares”, que foi organizado pelo presidente da
instituição, o advogado e pesquisador George Veras. Este foi de muita utilidade
para minha pesquisa bibliográfica. Eis então, o resumo da vida deste homem;
| Cel. João Bernardino. FONTE; Patronos Escolares. |
João
Bernardino de Paiva Cavalcanti nasceu em 30 de
Janeiro de 1841 na fazenda de seus pais João de Paiva Cavalcanti e Delfina
Ferreira de Paiva, no município de Maioridade (primeiro Nome do município de
Martins quando em 10 de novembro de 1841, por força da lei de nº 71, foi
emancipada do Município de Portalegre).
Suas primeiras letras foram aprendidas com
professores particulares, que ensinavam em sua própria residência. Desde muito
novo, João Bernardino já se mostrava interessado na pecuária e agricultura.
Casou-se com Dona Inacia de Albuquerque Barreto de
Paiva (Sinhá), a 12 de Novembro de 1870. Esta era filha do segundo intendente
de Maioridade, Domingos Velho Barreto Junior e Ignacia Francisca de
Albuquerque. Deste consorcio nasceram quatro filhos; Horacio Barreto de Paiva
Cavalcanti, Francisco de Paiva Barreto, José e João.
Sendo um dos maiores criadores da região, João
Bernardino fixou moradia na fazenda Xiquexique, que naquela época pertencia ao
território de Martins. Foi lá onde ele foi nomeado Coronel da Guarda Nacional
em 1890 e em 1891, constrói seu sobrado que se encontra de pé até os dias
atuais.
| Casarão onde morou o Cel. João Bernardino e sua família. |
Por ser um homem de boa índole e pacífico, foi
eleito Deputado Estadual em 1900, sendo reeleito sucessivas vezes, onde em
1907, participou do congresso que reformou a Constituição do Estado. Era um
deputado integro e honesto que devotava grande fidelidade ao seu partido e a
suas convicções políticas.
Em 6 de agosto de 1912, na cidade de Pau dos
Ferros/RN, morre o deputado que havia lutado pelo desenvolvimento de sua
região, pelo povoado de Barriguda, pelo bem estar da coletividade. Faleceu
depois de receber a extrema unção da igreja católica, igreja esta que ele foi
fiel até o fim. Ao seu lado na hora do desencarne, estava sua esposa e seus
filhos.
Com a emancipação do município de Antônio Martins em
1963, o Sítio Xiquexique passou a compor o grande território municipal, e as
terras do Cel. e Deputado, encontra-se fazendo parte deste, inclusive seu belo
casarão.
OBS; As informações básicas foram tiradas do livro "Patronos Escolares", que tem como organizador o advogado e pesquisador George Veras.
As outras informações foi colhida em visita ao Sitio Xiquexique.
parabens e obrigado pela postagem. joao bernardino é meu tataravô. vou procurar esse sitio que ele morou. gostaria de saber a localização
ResponderExcluirOlá, Gustavo Barreto
ExcluirTb sou descendente de Domingos Velho Barreto.
Gostaria de mante contato com vc.
Ja lhe procurei no facebook, ha uns mneses atrás, mas la tem tem muitos com o nome igual ao seu.
Se lhe interessar trocar informações sobre os Barretos, por favor me adicione no facebook.
Meu perfil - https://www.facebook.com/roberto.nobrecampos
Meu trisavo Joaquim Bernardo de Sá Barreto tb teve um sitio com o nome de Xique-Xique em Alexandria.
Seria o mesmo que pertencia a João Bernardino?
Joaquim era irmao de Ignacia.
De repente, a propriedade pode ter sido adquirida por Joao Bernardino.
Expedito Neto, muito legal seu blog.
ResponderExcluirParabéns!!
Obrigado por narrar esta bela história, não sabia, que no sitio Xiquexique,tinha um de seus filhos que foi Deputado.
ResponderExcluirDjosfernando@yahoo.com obrigado pela esta beleza de comentário,acredito que meus familiares faça parte desta história.Entre Garrota Morta Martins Antonio Martins.
ResponderExcluirJose Fernandes Uma bela história narrada, para conhecimento do povo que ainda reside nos municípios citados onde residia uma das famílias mas impotante.
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