quarta-feira, 17 de agosto de 2016

PERSONAGENS: Manuel Francelino de Queiroz, o Velho Né do Pinhão

Nestas minhas andanças procurando histórias e estórias pelos Sítios de Antônio Martins, certa vez encontrei-me na casa de José Fernandes de Queiroz, no Sitio pinhão. Ele contou-me que havia feito um resgate histórico de sua comunidade e prontamente me presenteou com um exemplar. Ao ler, vi um personagem que me chamou bastante atenção, seu nome; Manuel Francelino de Queiroz ou apenas; "O velho Né do Pinhão".



Nos escritos feitos pelo professor José Fernandes, afirmava que este senhor tinha se casado duas vezes, tido muitos filhos, era proprietário de uma grande extensão de terra e possuía grande prestigio. Foi a partir destes escritos que comecei minha busca, e eis os resultados;


Né do pinhão e sua segunda esposa.
Manuel Francelino de Queiroz era filho de Manuel Francelino de Queiroz (Neco) e Margarida Gomes de Amorim. Este Nasceu na segunda metade do Século XIX na residência de seus pais que hoje se encontra demolida. tinha como irmãs Maria Gomes de Amorim, Margarida Gomes de Amorim (Sinhá), Clara Gomes de Amorim, Valdivina e Mariana.

Casou-se a primeira vez com Maria Olimpia Fernandes dos Santos com quem teve quatro filhos. Esta Maria faleceu ainda jovem, deixando seus filhos sob a custódia de seu marido e de sua irmã que casou-se anos depois com o então viúvo. O nome da segunda esposa era Ana Olimpia Fernandes dos Santos e com ela teve doze filhos.

Meses antes de se casar com a primeira esposa, o Velho Né inciou a construção de sua residência. esta por sua vez, teve sua fundação em um pequeno morro de onde se tem uma vista de todo o Sítio Pinhão. Ela possui dezoito cômodos, sendo considerada a maior casa daquele logradouro. Suas paredes são feitas de tijolo e barro.

Residência do Velho Né. 

Este Senhor, possuía grande extensão de terras, muito gado e alguns cavalos, como consta em inventario. Foi dele também uma das primeiras tecelagens do nosso município, onde as suas filhas eram as tecelãs que fabricavam redes, mantas de algodão e cordões.

O Trabalho no tear (instrumento feito de madeira) era realizado rotineiramente, visto que este não existia em nenhum lugar das proximidades. As mulheres fiavam o algodão e enviavam os novilhos de fios para que as meninas de "Seu Né" transformassem em tecido.

Exemplar do tear que existia na casa de Seu Né.

Com o passar do tempo e a eclosão das grandes fabricas de tecelagem, o pequeno tear manual ali existente deixou de funcionar e virou comida de cupim, até que foi completamente destruído, restando apenas cinzas.

Com o falecimento do "Velho Né" e de sua segunda esposa, sua herança foi dividida entre os filhos e netos e hoje, só habitam nestas terras seus herdeiros.

A sua imponente residência se encontra em situação de risco e o seu neto que ali morava, se viu obrigado a sair da dita casa por questões de segurança.

Vale lembrar que este senhor é o bisavô de José Julio Fernandes Neto, atual prefeito da Cidade de Antônio MartinsRN.




Agradeço a todos os descendentes de Manuel Francelino de Queiroz, que me repassaram informações importantes para elaboração desta publicação.

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