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| Bandeira de Pilões, desenhada pela professora Odete Queiroz. |
PRIMEIROS HABITANTES
No período anterior a chegada dos Portugueses nas terras em que posteriormente viria ser o Brasil, nos declives dos serrotes e nas chãs entre eles, ainda viviam em Paz vários Índios pertencentes a nação tarariu. Para os Índios que viviam no litoral, estes eram os Tapuias que na língua tupi quer dizer; Silencioso.
No território que posteriormente viria formar o município de Pilões/RN, viviam os Índios Tapuias Panatis e Icós, que dividiam este espaço com preás, tejos e aves diversas que viviam de galho em galho de angicos e cumarús. Estes grupos humanos eram seminômades e só estavam presentes neste espaço até toda a reserva alimentícia não mais existir. Comiam de tudo e em grande quantidade, não sabendo a hora de parar, adoeciam e recorria aos remédios que a natureza oferecia.
Estes Índios viviam nas proximidades da Cachoeira e na localidade onde hoje é o Sítio Poço de Pedra. E as gravuras rupestres existentes em ambos os locais são as provas de suas passagens e habitações.
Estes primeiros habitantes tiveram o contato direto com os primeiros vaqueiros e posseiros que desbravavam o sertão potiguar.
PERÍODO COLONIAL
A primeira citação do nome Pilões, acontece em 16 de outubro de 1745, onde os suplicantes Ignacio da Roxa e Francisco Barreto Masciel, pediam terras que se limitava com a Fazenda dos Pilloens que pertencia ao Capitão Juam Leitam Arnozo.
Em 02 de dezembro de 1755, o dito Capitão Joam Leitam Arnozo oficializa as terras que antes eram ocupada pelo seu rebanho bovino, pois o mesmo na dita carta, afirma não ser morador daquela gleba mas morador de Goyaninha. Nesta petição o dito suplicante pede novas terras para que possa acomodar melhor seu gado, já que entre as fazendas Serra Branca do falecido Salvador Fernandes (hoje Sítio Xiquexique) e a fazenda da Milhã, existia uma parte de terras ao Norte que estavam devolutas e que iam até o Riacho das Melancias onde o mesmo já havia colocado o seu gado para pastarem nas proximidades de uma lagoa chamada Urai (hoje lagoa do Pinhão ou Lagoa do Junco, atualmente localizada no município de Antônio Martins/RN). A carta de Data de Sesmaria foi concedida no mesmo dia e o Capitão Joa
m Leitam Aronzo, mesmo não morando nas terras por ele suplicada, passou a ser o senhor e possuidor de toda a vastidão requerida.
Nestas terras recém concedidas, o dito proprietário deixou os seus vaqueiros que com suas famílias, formaram a primeira povoação da Fazenda Pilloens.
DE FAZENDA A CIDADE
A Fazenda Pilloens, já não mais existia, com o surgimento de cidades como Martins e Pau dos Ferros, o sítio começou a ser povoado em pouco tempo. Sua povoação deve muito aos Fernandes e Queiroz, que mesmo morando no Sítio Pinhão, não deixavam de dar assistência aos recém chegados naquelas terras. Os seus primeiros moradores foram retirantes que viam no pequeno vilarejo um futuro melhor para si e seus herdeiros. Foi neste período que o Sítio passou a ser conhecido por Vasto Horizonte, em alusão a altitude e os descampados que possibilitam ver o encontro entre as serranias e o céu azul.
O Sítio Já possuía muitos moradores quando chegou naquele lugar Francisco Antônio de Moura e Joana Dantas de Moura, responsáveis pelo desenvolvimento econômico do lugarejo.
Em 1932, houve uma seca que se alastrou até os anos de 1933. Durante este período, Francisco Antônio de Moura queria ir embora, porém sua esposa queria muito ficar naquelas terras promissoras. Foi então quando a senhora Joana Dantas de Moura resolveu fazer uma promessa com Nossa Senhora do Perpetuo Socorro.
Para a felicidade dela e de seu esposo, em 1934 houve chuvas abundantes e logo iniciaram a construção da Capela. A ajuda vinha da parte de todos os moradores, quem não tinha dinheiro para oferecer, oferecia dias de trabalho. Foi um período de grande esforço, mas conseguiram por fim, erguer a Ermida em Honra a Nossa Senhora do Perpetuo Socorro.
Em 1962, Vasto Horizonte passa a ser considerado distrito de Alexandria/RN com o nome original de Pilões. E em 19/08/1963, por força da lei de N° 2 905/63 passa definitivamente a categoria de município, sendo seu território desmembrado do Município de Alexandria/RN.
Atualmente, o Município de Pilões/RN, conta com todos os aparelhos necessários em uma cidade e esta hoje, possui aproximadamente 3.761 habitantes de acordo com dados do IBGE de 2010.
PARABÉNS PILÕES!!!
FOTOGRAFIAS;
DE ONTEM;
| Mutirão de Primeira Eucaristia e Crisma em 1974. Detalhe da primeira fachada da Capela de Nossa Senhora do Perpetuo Socorro. |
| Gravura rupestre existente na Cachoeira de Pilões |
| Cachoeira de Pilões. |
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| Gravuras Rupestres do Sítio Arqueológico do Poço da Pedra. |
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| Vista da cidade de Pilões. |
ANEXOS;
1) O nome Pilões surge a primeira vez devido ao grande numero de angicos e aroeiras por ali existentes. E estas eram utilizadas para fabricarem Pilões. É muito comum encontrar documentos de terra que falam em "ter direito a corte de madeira em Pilões".
2) Nas proximidades da cachoeira de Pilões/RN, existiu um quilombo de escravos fujões.
3) Existia uma casa onde hoje é a praça de eventos. Esta residência pertencia a Francisco Francelino de Queiroz ou Chico do Pinhão. Lá era o ponto de apoio da família e de pessoas que procuravam serviços de cabeleireiros e de dentistas. lá também, funcionou por muitos anos um café de propriedade do Senhor José de Eneias.
4) A praça principal da cidade de Pilões tem o nome de Demócrito de Souza.
5) O município de Pilões tem crescido recentemente dentro do município de Antônio Martins/RN.
FONTES;
CASCUDO, Luis da Câmara. Nomes da Terra. 1 ed. Natal. Fundação José Augusto,1968. v. 1. 321 p.
MONTEIRO, Denise Mattos. Introdução à história do Rio Grande do Norte. 1 ed. Natal. edufrn, 2000. v. 1. 244 p.







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