sábado, 27 de agosto de 2016

O PATRIARCA DA FAMÍLIA FERNANDES DE QUEIROZ DO PINHÃO


Desde criança, ainda quando brincava pelos terreiros da minha residência com um pequeno trator de plástico, ouvia minha avó falar no Alferes Francelino, avô de meu bisavô e grande fazendeiro que batizou as terras em que vivia de Pinhão. 

Nascido por volta de 1826, Francelino José de Queiroz era filho de José Joaquim de Queiroz e Sá e Isabel Fernandes de Queiroz. Era sobrinho do Padre Pedro Fernandes de Queiroz e Sá, primeiro vigário da Paróquia de Martins em 1840 e do Major do Exu, Antonio Fernandes da Silveira Queiroz e Sá. Tinha como irmãos; Rufino Fernandes de Queiroz, Maria Joaquina da Conceição, Angelina Fernandes da Conceição e Francisca Maria da Conceição.

Casou-se a primeira vez com Maria José de Lacerda, filha do Major Agostinho dos Santos Rosa e Mariana Gomes de Amorim, com quem teve seis filhos; Francisco Fernandes de Queiroz (Chico do Pinhão), Moises Fernandes de Queiroz, Mariana Fernandes de Queiroz, Isabel Fernandes de Queiroz Maria Dominga de Lacerda e Maria Fernandes de Queiroz. Devido a um resguardo quebrado, Maria José de Lacerda, ficou com algumas sequelas que a impossibilitava de segurar as sandálias em seus pés e por esse motivo, ela utilizava pedaços de pano para segura-las. Devido a isto, ela recebeu a alcunha de Maria José pé de molambo. Faleceu pouco tempo depois de casada, deixando órfãos seus seis filhos.

Francelino José de Queiroz casou-se a segunda vez com Clara Gomes de Amorim com quem teve; José Francelino de Queiroz, Manuel Francelino de Queiroz (Neco), Joaquim Francelino de Queiroz, Antônio Francelino de Queiroz, Francisca Gomes de Queiroz, Rosenda Gomes de Amorim, Maria Gomes de Amorim e Marianna Gomes de Amorim.

Esta foi a primeira geração dos Fernandes de Queiroz que povoaram todo o Sítio Pinhão.

Francelino foi nomeado Alferes da Segunda Companhia do 51º Batalhão de Infantaria do Rio Grande do Norte, pelo decreto de N. 2.027 de 27 de maio de 1895. Estas informações encontram-se no Diário Oficial da União do mesmo ano. Neste documento, ele aparece como José Francelino de Queiroz e foi nomeado juntamente com os senhores Mathias dos Santos e José Antonio dos Santos, o primeiro seu cunhado e o segundo sobrinho de sua primeira esposa.
Recortes do Diário Oficial da União de 29/05/1895.

Alferes Francelino era um fazendeiro que possuía muitas terras, herdadas de seus pais. Ele possuia terras em Serrinha, Ponta da serra, Almas, guarita, Sampaio, Tabuleiro de Areias, Pilões, Pico Branco e sua maior propriedade, a fazenda Pinhão.

Faleceu de causas naturais na casa onde morava com seu filho, Chico do Pinhão, no ano de 1902. Está sepultado no cemitério municipal de Martins/RN.

Residência onde o Alferes Francelino viveu seus últimos dias.

Na fazenda Pinhão existiam grandes plantios de milho, feijão, mandioca e cana de açúcar. Existia um engenho de fazer rapadura e uma casa de fazer farinha, conhecida como aviamento. De acordo com seu inventário, no ano de sua morte, 1902, pastavam em suas terras 91 rezes e 39 animais cavalares.
Eis algumas poucas informações do senhor que foi o principal responsável da povoação das terras do Pinhão.



OUTRAS INFORMAÇÕES;
*O nome Pinhão surgiu devido a grande quantidade de Pinhões (jatropha curcas) que ali existia.


*A residência onde morou José de Dionísio foi a ultima moradia do Alferes Francelino.

4 comentários:

  1. Muito interessante...Parabéns gostei muito do texto.

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  2. Parabens,obrigado pelas informaçoes e historias da Geraçao do Pinhao, um Belo texto que devemos guardar por que ninguem contou tao bem assim. Um abraço!

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  3. Parabens,pela história narrada quem sabe minha família meus descendente
    também não está fazendo parte desta história.Obrigado

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  4. Parabéns uma bela história narrada entre os dessedentes da Família Queiroz e Fernandes.

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