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| Forte dos Reis magos, no brasil holndês. Foto; Rostand Medeiros. |
A nossa História foi escrita por inúmeros personagens, que só por viver em dado lugar, marcou nosso passado. infelizmente muitos ainda não foram descobertos, mas não podemos negar a sua contribuição para a nossa História, para o nosso tempo de outrora.
Os personagens descritos abaixo, fizeram seu papel. Deram sua contribuição à formação do nosso território que como diz Câmara Cascudo "Foi conquistado desde o tempo dos tapuias e das onças vadias!"
SÉCULO XVIII
AFONSO DE ALBUQUERQUE MARANHÃO; foi um dos primeiros sesmeiros
do município, chegando nesta região em 16 de Abril de 1706. Era filho de Matias
de Albuquerque (Governador da Paraiba), era fidalgo cavaleiro da casa real,
senhor de engenho em Cunhaú e capitão-mor de Goianinha. Casou-se com Isabel de
Barros Pacheco e foi nomeado pelo capitão-mor Bernardo Vieira de Melo, sargento-mor
das entradas do sertão. Chegou a capitania do Rio grande em 1687, com a missão
de ajudar a combater os índios rebeldes.
PADRE MESTRE MANUEL DE JESUS
BORGES; chegou
neste território juntamente com Afonso de Albuquerque Maranhão. Era padre da
Companhia de Cristo e tinha por missão nesta terra, servir de interprete entre
os Colonizadores e os Índios que por aqui viviam.
JOSÉ DA COSTA; Era um índio Tapuia Panati, que
vivia juntamente com seu grupo nas proximidades da Lagoa do Urai (hoje, lagoa
do Junco ou do Pinhão). Chegou na Fazenda Serra Branca (hoje, Sítio Xiquexique)
em 1723 por ocasião de uma seca, onde foi tomado por escravo, sendo alforriado
em 1755, quando a coroa portuguesa extinguiu este tipo de escravidão. No ano de
1759, serviu de testemunha na demarcação da Fazenda Barriguda, hoje
Alexandria/RN.
SALVADOR FERNANDES DA COSTA; Chegou nestas terras por volta
de 1712 ainda como posseiro e só requereu as terras por ele ocupadas, no ano de
1732. O Curral da Serra, como ele suplica ao capitão-mor da Capitânia do Rio
Grande, logo passou a se chamar Fazenda Serra Branca e depois Sítio Xiquexique.
Em documentos de 1750, ele já aparece como defunto.
IGNACIO DA ROCHA MENDONÇA DE
CARVALHO; Pediu
uma data de sesmaria no Riacho do Pico Branco, juntamente com Francisco Barreto
Maciel em 17 de Outubro de 1745. Na carta de data e sesmaria de Francisco de
Freitas Jardim de 1752, é citado como Sargento-mor. Construiu a primeira
moradia do Sítio Pico Branco, onde viveu até os anos de sua morte, deixando
para seus herdeiros, sua residência e suas terras. É ele o Patriarca da família
Carvalho do nosso município.
FRANCISCO DE FREITAS JARDIM: Suplicou duas cartas de data e
sesmaria no ano de 1752, sendo a primeira no Riacho dos Porcos e a segunda no
Olho d’água da Catunda (Cafunga). As terras por ele suplicada, serviu de palco
para a eclosão do Sítio Boa Esperança em
aproximadamente 1845. Dentro de suas terras passava o antigo caminho de
gado que partia da serra de Francisco Martins Roriz e seguia até Catolé do
Rocha/PB.
SÉCULO XIX
MANUEL FERREIRA DA SILVA
SANTIAGO; Grande
senhor de escravos e proprietário das terras que hoje compreende o Sítio
Tamanduá, Serrinha do Major (recebeu este nome em alusão ao dito proprietário)
e Sitio Baixa, onde seus herdeiros em meados de 1845 construíram a casa grande
lá existente. Era ele o proprietário de aproximadamente 20 negros que
trabalhavam em suas plantações. Era neto do sesmeiro Francisco de Freitas
Jardim.
FRANCISCO BARBOSA; Era escravo do Major Manuel
Ferreira da Silva Santiago. Comprou sua alforria e vivia livre ao lado de sua
esposa e filhos. Certo dia foi traído pelos seus próprios amigos e vendido para
um dono de fazenda do Estado de Minas Gerais. Inconformado com o que
acontecera, fugiu na calada da noite e iniciou uma caminhada com direção ao
Norte. Só andava durante a noite para não ser preso. Somente seis meses depois,
chegou ao Sitio Serrinha do Major.
FRANCELINO JOSÉ DE QUEIROZ: Era filho de José Joaquim de Queiroz
e Sá e Isabel Fernandes de Queiroz. Casou-se duas vezes, a primeira com Maria
José de Lacerda e a segunda com Clara Gomes de Amorim. Foi o principal responsável
pela povoação do Sítio Pinhão. Possuia ainda, inúmeras partes de terras, frutos
de heranças e compras. Foi nomeado Alferes da 51º Batalhão de Infantaria no ano
de 1895.
JOAQUIM IGNACIO DE CARVALHO FILHO; Nasceu no Sítio Pico Branco em 6
de Fevereiro de 1888. Foi diretor de escola, promotor de justiça, juiz,
deputado, vice-governador e prefeito de Natal e Martins/RN. Era filho de
Joaquim Ignacio de carvalho e Maria Gomes de Oliveira Carvalho. Faleceu em 09
de Junho de 1948.
PEDRO PANPARRA; Era escravo alforriado. Morava no
sopé da serra da Veneza. Exímio cantor foi assassinado com golpes de mão de
pilão pela sua esposa e sogra. Foi sepultado no fogão de sua residência e só
foi encontrado depois de alguns dias, quando um caçador, sentindo sua falta,
resolveu ir até a dita casa. Ao chegar ao dito lugar, este, foi surpreendido
por alguns urubus que estavam assentados no telhado da residência. Elas tinham
matado ele e o sepultado no fogão. A notícia do crime bárbaro se espalhou e
logo as assassinas foram presas.
Ainda existem muitos personagens que fizeram e ainda fazem o município de Antônio Martins/RN.
FONTE;
FUNDAÇÃO
VINGT-UN ROSADO. INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO RIO GRANDE DO NORTE.
2000a. Sesmarias do Rio Grande do Norte.
Mossoró: Gráfica Tércio Rosado/ESAM. v.1 (1600-1716).
FUNDAÇÃO VINGT-UN ROSADO. INSTITUTO HISTÓRICO
E GEOGRÁFICO DO RIO GRANDE DO NORTE. 2000b. Sesmarias
do Rio Grande do Norte. Mossoró: Gráfica Tércio Rosado/ESAM. v.2
(1716-1742).
FUNDAÇÃO
VINGT-UN ROSADO. INSTITUTO HISTÓRICO E GEOGRÁFICO DO RIO GRANDE DO NORTE.
2000c. Sesmarias do Rio Grande do Norte.
Mossoró: Gráfica Tércio Rosado/ESAM. v.3 (1742-1764).
CASCUDO,
Luís da Câmara. 1968. Nomes da Terra:
história, geografia e toponímia do Rio Grande do Norte. Natal: Fundação José
Augusto.
CRISTOVÃO,
C. Antônio Martins Terra da boa esperança.
Natal: Sebo Vermelho, 2003. 228 p.

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